Há uns tempos, ouvi o comentário de uma mamã que dizia
que não conseguia encontrar o nome perfeito para o seu bebé e que os sites que
tinha visitado não ajudavam nada, porque só tinham nomes estranhos. De certa
forma, a carapuça serviu-me, porque sei que às vezes é possível apanhar um
susto com a sucessão de posts publicados aqui. Garanto-vos que não é
propositado, até porque também sei que, quanto mais populares são os nomes que
abordo, maior é o número de visitas e maior o número de comentários, mas admito
que por vezes o primeiro post do blog pode ser suficiente para desincentivar
uma leitura mais aprofundada...
Não é de espantar, portanto, que eu ache maravilhoso encontrar crianças
reais, com nomes que abordamos aqui. E quando essa descoberta vem em dose
tripla, deslumbro-me! Foi o que aconteceu quando li o blog “
O amor é a minha cor
preferida”, escrito pela mãe da
Ana Flor (6), da
Cloe (4) e do
Gustavo (3).
Pareceram-me escolhas absolutamente perfeitas. Conseguiram
acompanhar as tendências, dando sempre um passo à frente: Ana Flor, quando
seria "previsível" Maria Leonor; o internacional e curto Cloe, quando
as outras grávidas optavam pelos também internacionais e curtos Clara, Alice,
Eva, Ema. No caso do menino, apesar de ser um nome mais comum em Portugal, não
é demasiado popular. A curiosidade levou-me a contactar a Quicas que, muito
pacientemente, me contou um pouco mais sobre estas escolhas:
“Em Junho de 2005 soubemos que estava grávida. Um teste
de farmácia negativo associado a uma sensação de "está qualquer
coisa errada!" fez-me ir ao médico e descobrir, naquele ecrã, um feijão
com 8 semanas. Guilherme se for rapaz! Flor, Violeta ou Pérola [não admitido]
se for rapariga! Em Setembro, quando soubemos que se tratava de uma rapariga,
soubemos igualmente que seria a Flor. Entretanto alguém nos falou da Lista de
Nomes Admitidos, e soubemos lá que o nome Flor tinha que ser o 2º
elemento - o que hoje já não acontece. Ana Flor ficou. Dias depois apareceu a novela da
Floribella, e acabei tendo muitas pessoas a achar que a Flor se chamava,
realmente, Floribella como a personagem, e que o seu nome tinha sido inspirado
na novela.
Tinha a Flor 16 meses quando engravidámos. Aí já fizemos
diferente: fomos à lista dos nomes admitidos e cada um escolheu os seus
preferidos. Juntámos e comparámos listas e vimos os que estavam em comum, e a
partir daí a escolha foi entre Cloe, Emília e Aurora. Amélia, Lídia, Benedita
eram também alguns dos preferidos. Para rapaz a escolha era entre Nuno, Duarte,
Bernardo, Joaquim. Curiosamente, o nome Gustavo não era uma das opções.
Em Abril de 2009, na véspera do meu aniversário, um teste
de farmácia positivo e uma ida ao hospital à hora do almoço, revelou o
inesperado: um rapaz com 18 semanas! "Mas eu... estou grávida?",
perguntava. "Sim, de um rapaz que já vai nascer em Setembro!". Aqui
já não houve o escolher nomes para rapaz/rapariga, nem aquele tempo de espera
entre a escolha e o saber efectivamente se era rapaz/rapariga. Quando
anunciámos a notícia da gravidez, esta já veio com um "é rapaz e vai-se
chamar Gustavo!". Simples, certo? O nome surgiu do nada e gostámos da
sonoridade e da possibilidade de ter um diminutivo. O Gugu acabou nascendo no
dia em que a Cloe fez 18 meses”.
Tanto a Quicas como o marido trabalham na área da
Educação e definem-se como um casal que gosta de ser diferente. No caso dos
nomes, a diferença mais acentuada é, sem dúvida, Cloe, um nome que já tem
causado confusão “tanto na escrita como verbalmente” mas que é sempre bem
recebido por quem o ouve.
Como apreciadora de nomes, só posso dar os parabéns a
esta família, que ilustra bem aquilo que tanto defendo: é possível escolher
nomes menos populares, sem ter de escolher nomes feios!